15.nov.2012 por Redação VEJA SÃO PAULO
Absolut Inn: dividido em três pisos, o espaço dispõe de um lounge que atrai uma moçada na faixa dos 30 anos disposta à azaração. Ali, essa turma seleciona a trilha sonora em dez tablets com um acervo de quase 2 000 músicas de nomes como The Clash. A bartender Dulce Santos assina a carta de drinques composta de 31 sugestões, a maioria delas feita de versões aromatizadas da vodca Absolut. Prove o equilibrado flicka, combinação de vodca apeach (com sabor de pêssego), Cointreau, morango e pimenta dedo-de-moça. Uma ressalva: a casa não vende cerveja.
Anexo SB: o Boteco São Bento do Itaim transformou parte de seu salão neste bar, focado em coquetéis. O espaço, porém, está longe de ser um autêntico speakeasy (um bar escondido dentro de outro) — optou-se por deixar os ambientes integrados. Sua carta de drinques ganhou recentemente catorze novas sugestões, entre elas o refrescante corleone, mix de gim, casca de laranja e pepino.
Coquetel organic, criação do barman Marcelo Serrano: do bar Brasserie des Arts
Coquetel organic, criação do barman Marcelo Serrano: do bar Brasserie des Arts
 
(Foto: Fernando Moraes)
Brasserie des Arts: filial de uma casa de Saint-Tropez, na Riviera Francesa, o novo e já badalado endereço tem perfil versátil. Pode-se tanto jantar ao som de house e deep house como curtir o clima de bar da varanda e do lounge, com sofás e pufes. O competente Marcelo Serrano (ex-MyNY Bar) assina e executa a carta de quarenta receitas. Dezoito delas são autorais, a exemplo da organic. Suave e de notas cítricas, vem à mesa num copo de conhaque, com um cubo de gelo dentro. Compõem a fórmula gim escocês Hendrick’s, semente de zimbro macerada, vinagre orgânico de maçã e açúcar demerara.
Igrejinha: para quem quer entrar no clima de paquera, há um diferencial curioso. Estão espalhados por todos os cantos telefones antigos de uso gratuito — o ramal dos aparelhos está indicado pela cor de cada um deles. Basta identificar o alvo e torcer para que o chamado tenha resposta. Aliado à ótima trilha sonora, calcada em hits de grupos como Gossip e The Rapture, o lugar vem atraindo uma moçada formada na maioria por gays e moderninhos, que se reúne antes da balada. Do balcão dedicado às bebidas saem drinques clássicos e bem executados, entre eles o cosmopolitan e a margarita.
O cosmopolitan: um dos drinques do Igrejinha
O cosmopolitan: um dos drinques do Igrejinha
 
(Foto: Fernando Moraes)
MyNY Bar: o endereço de inspiração nova-iorquina consolidou-se como um templo paulistanodos drinques. Na edição especial “Comer Beber”, levou o prêmio de melhor carta de coquetéis, executada por Spencer Jr., eleito o barman do ano. Reformulado em junho, o menu exibe agora 54 receitas. Uma das muitas novidades, o gin handmade tonic mostra-se amarguinho na medida. Essa versão do clássico gim-tônica leva água tônica artesanal, elaborada com xarope de tônica diluído gaseificado na hora. Ainda melhor, o physalis mule chega à mesa numa charmosa caneca de cobre.
NOH: especializado em drinques, incluiu no cardápio os chamados coquetéis defumados. Com a ajuda de uma máquina portátil importada, faz-se a fumaça, que confere um aroma mais intenso e dá um toque de tostado ao paladar. Um dos sócios, o mixologista Pablo Moya desenvolveu as receitas. Releitura do clássico manhattan, o oak smoke leva rum Bacardi importado (envelhecido oito anos), vermute tinto e angustura. É finalizado num decanter, onde recebe fumaça produzida a partir de lascas de carvalho e cravo triturado,e segue assim para a mesa. Seus 150 mililitros enchem até quatro minitaças de martíni.
Número: firmou-se como um QG exclusivista da high society paulistana. Para garantir a entrada, é necessário fazer reserva. Show à parte, a ambientação assinada pelo arquiteto Isay Weinfeld esbanja elegância. O forte do cardápio são os coquetéis, elaborados pelo mestre Derivan Ferreira de Souza. Apesar do nome, o hendrick’s violet martini é servido no copo bola (baixo), com uma esfera maciça de gelo dentro. Sua composição traz gim inglês Hendrick’s, xarope de violeta, açúcar de baunilha e espumante brut. No piso inferior, há uma pistinha de dança, sem dia certo para funcionar.
  SubAstor: aperol, xarope natural de beterraba, espumante e sucos de limão-siciliano e grapefruit
SubAstor: aperol, xarope natural de beterraba, espumante e sucos de limão-siciliano e grapefruit
(Foto: 
Fernando Moraes
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SubAstor: sem ligação com a rua, faz o gênero speakeasy — como eram chamados os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Para descobrir o ambiente, animado por faixas de rock, soul e jazz, é preciso atravessar o salão do Astor e descer três lances de escada. No balcão ou nas poltronas, delicie-se com a carta de coquetéis. O beet by bit vem numa taça de vinho enrolada em papel-manteiga. Combina o aperitivo italiano Aperol com xarope de beterraba mais sucos de limão-siciliano e grapefruit e espumante.
Suíte Savalas: balcão de fórmica vermelha, banquetas com estampas de oncinha ou zebra e mais de 100 pôsteres de filmes cult transportam a clientela para algum lugar dos anos 70. Mais do que ficar horas na mesa, o público solteiro prefere circular ou se sentar ao balcão, o que facilita a conversa e a troca de olhares. Para se descontrair, recorra aos drinques do barman Washington, entre eles a margarita de manga com toque de pimenta dedo-de-moça.
Negroni sbagliato: um dos bons drinques do Tutto Italiano Bar & Cucina
Negroni sbagliato: um dos bons drinques do Tutto Italiano Bar & Cucina
 
(Foto: Fernando Moraes)
Tutto Italiano Bar Cucina: possui uma divisão clara de ambientes. Logo na entrada fica o bar, com visual e trilha sonora transados e cardápio independente, focado em coquetelaria. Num outro salão, funciona o restaurante. Do balcão saem drinques de origem italiana: a versão do milanês negroni sbagliato, por exemplo, leva um mix dos aperitivos Campari e Aperol, vermute tinto e prosecco
fonte:veja sao paulo