Criado em 2006 pelo restaurateur Ipe Moraes (sócio também do Taberna 474 e do BottaGallo), o festejado bar-restaurante continua a seduzir com suas receitas da Península Ibérica. Petiscos e pratos de Portugal e da Espanha são servidos em dois belos salões, de estilo rústico-chique. Segue imperdível o ultramacio polvo à tasquinha, regado por azeite e guarnecido de batata ao murro e cebola refogada. Também tentadores são o arroz de pato, o bacalhau ao forno e o pernil de vitela assado no forno a lenha. As opções para bebericar incluem chope (Brahma), jarra de sangria e 170 rótulos de vinho, a exemplo do agradável tinto Conversa 2009.

Don Mariano

Na ativa desde 1999, trata-se de um despretensioso lugar para beber uma cerveja na companhia de receitas espanholas. Entre elas, a tortilla de batata com chorizo (linguiça), o pulpo a la gallega (cozido com páprica, sal grosso e azeite) e a paella valenciana (com frango e frutos do mar). Além das nacionais Bohemia, Original, Serramalte e Brahma, a seleção de loirinhas abarca as belgas Leffe e Hoegaarden, a alemã de trigo Franziskaner e a uruguaia Norteña. A sangria é preparada com o tinto Miolo Seleção Cabernet Sauvignon/ Merlot.

Donostia

Inaugurada em 2011, a casa se propõe uma autêntica taberna basca. Como manda a tradição neste tipo de lugar, os pinchos (tiragostos espetados no palito) ficam prontos sobre o balcão. Entre as rotativas opções aparece o de polvo mais batata com páprica picante. Ainda melhores são as sugestões vindas da cozinha. Preparada com bechamel e presunto cru, a croqueta merece repeteco, assim como o pincho de queijo de cabra com cebola caramelizada e redução de vinho malbec. Para bebericar, há sangria e boas cervejas da espanhola Estrella Damm, a exemplo da Weiss (de trigo) e da intensa Voll-Damm Doble Malta, esta com 7,2% de álcool.

Gràcia

Trouxe um público jovem e bem arrumado para esta esquina de Pinheiros. O clima de azaração é turbinado por música eletrônica, às sextas e aos sábados, e bandas de pop rock, aos domingos. Sua decoração, inspirada na região espanhola da Catalunha, inclui um grande mapa do metrô de Barcelona. A homenagem prossegue no cardápio, no qual de alinham tapas e 23 versões de sangria. A chamada posta de sol a terrasa mistura vinho rosé frisante, brandy e sucos de laranja e limão, frutas vermelhas e pêssego. Ao lado, funciona o já concorrido Menys, dos mesmos donos.

Sancho Bar y Tapas

Próximo ao Espaço Itaú de Cinema, trata-se de mais um cantinho espanhol na cidade. Um lance bacana: a casa adota a prática de deixar os pinchos (tapas montadas sobre fatias de pão) já prontos sobre o balcão— algo bem típico dos botecos da Espanha. Escolhe-se ali e paga-se por unidade. Agradam as versões de presunto serrano com ovo de codorna frito e de salmão defumado, cream cheese e um toque de limão. A seção etílica traz o bom chope de trigo Bamberg e 36 rótulos de cerveja. Entre eles, oito da cervejaria Damm, de Barcelona, a exemplo do Voll-Damm, mais encorpado,e do Inedit, uma witbier (de trigo, ao estilo belga). Prove ainda a sangria ou um dos vinhos, caso do rosé Castaño Monastrell 2008.

Torero Valese

Comandado pelo chef Juliano Valese, o bar-restaurante dispõe de um ambiente tranquilo e à meia-luz para se provarem receitas típicas espanholas, como a paella de frutos do mar. Abra o apetite com as tapas montadas sobre fatia de pão, entre elas a de sobrassada (embutido de carne de porco, pimentão e condimentos) e a de salmão defumado, geleia de framboesa e aspargos. Outra boa pedida é o tenro polvo à galega, temperado por páprica e servido numa panelinha de ferro. Assinada por Helena Mattar, sommelière do restaurante Vito, a nova carta de vinhos da casa reúne 57 rótulos, 33 deles espanhóis. Dois exemplos: o agradável tempranillo Disco 2009, da Bodegas Neo, e o rosé Prado Rey 2010, ambos de Ribera Del Duero. Também serve uma boa sangria.

Venga!

Com a avalanche de bares espanhóis inaugurados, era provável que um deles se tornasse a revelação da temporada. Nesse período, surgiram os simpáticos Donostia, La Madrileña, Sancho Bar y Tapas e Menys, mas quem se destacou foi o Venga! Nascido no Rio de Janeiro, onde mantém unidades no Leblon e em Ipanema, fixou-se por aqui numa esquina da Vila Madalena, vizinha ao Astor e de frente para uma praça. Peças de jamón penduradas e estantes cheias de latas de azeite e conservas dão ares ibéricos ao salão, que vive tomado de gente na faixa dos 30 anos para cima. Como toda casa espanhola que se preze, possui um belo balcão, com 22 lugares. O cardápio reúne tentadoras tapas, entre elas croqueta de jamón, espetinho de aspargo cozido e presunto cru ao vinagrete de jerez e polvo à galega. Prove ainda o delicioso huevo loco. Servido num copo, traz musseline de batata coberta por pedacinhos de chouriço e presunto cru fritos e ovo pochê. A oferta etílica também é variada: inclui sangria, cervejas como a Estrella Damm, de Barcelona, e uma seleção de coquetéis, da qual faz parte o refrescante gim-tônica incrementado com gomos de grapefruit e laranja. Com um interessante sabor floral, o martini bilbao tem como bebida predominante o curioso licor pacharán (de abrunho, uma pequena ameixa), típico da região de Navarra.


FONTE :VEJA SÃO PAULO