A VILA MADALENA FERVE!!!!!
PARA QUEM GOSTA DE UM BARSINHO LEGAL PRA CONVERSA COM OS AMIGOS....
AÍ VAI A DICA!!!!!
Armazém Piola
Oferece pizzas e alguns belisquetes preparados no forno a lenha, como o saboroso canapé de presunto cru e queijo brie, montado numa rodela de pão italiano. Se o chope (Sol, Heineken e Xingu) não estiver no ponto, escolha a caipirinha de frutas amarelas (manga, carambola e maracujá). Pelo mesmo preço, há a nova combinação de três limões: taiti,
cravo e lima-da-pérsia.
Astor
Um dos grandes bares da cidade, seduz a clientela com um ambiente que remete ao clima boêmio dos anos 50. Lustres nostálgicos, espelhos e cartazes lambe-lambe compõem o cenário do sempre concorrido salão. No cardápio, encontram-se velhas e boas receitas, entre elas canapé frio de salmão, lombo assado com lentilha, estrogonofe, bife à parmigiana e os filés de corte alto, como o ao molho de mostarda de Dijon acompanhado de batata frita estufadinha, feita na casa. De colarinho cremoso, o chope (Brahma) faz bonito. O último lançamento entre os drinques é uma carta com seis versões de gim-tônica. Refrescante, o chamado saffron combina gim francês, água tônica, raiz de açafrão, gotas de bitter de laranja e casca de laranja-da-baía. A casa promete para o início de 2013 a inauguração de uma filial no Shopping Cidade Jardim.
Bar do Sacha
Tem atmosfera para lá de despojada, petiscos assados na churrasqueirae cerveja sempre no ponto. Turmas de amigos predominam em seus três ruidosos salões interligados.Um dos petiscos, a polenta frita cortada em quadradinhos vem coberta por parmesão ralado. O mais famoso corte servido ali é acostela bovina assada durante oito horas no bafo, escoltada por mandioca cozida puxada na manteiga.
Bar do Santa
Vizinho ao restaurante Santa Gula e dos mesmos donos, procura atrair os fãs de motos bacanonas com um serviço de lava- rápido (das 10h às 17h30). Os dois boxes usados para dar um trato nas possantes dividem a varanda da entrada do salão principal, equipado com uma mesa de bilhar. Nas noites de sexta e sábado, o lugar ganha ares de baladinha, com som de DJ. Embora exiba seis bicos de chope sobre o balcão, apenas quatro funcionam: os dos claros Nova Schin, Devassa e Baden Baden Cristal e o do escuro Eisenbahn Dunkel. As versões pale ale e de trigo estão sempre em falta. O cardápio traz receitas bem variadas, como o mexicano chili, cozido de feijão e carne moída, e os pasteizinhos recheados com uma mescla de parmesão, catupiry e cream cheese.
Benina Bar
Receitas da família da proprietária, a artista plástica Fernanda Levorin, compõem o cardápio desta casa de espírito singelo. Logo na entrada, chama atenção uma parede coberta por uma coleção de mais de sessenta latas (de biscoito, azeite, chá, bala, chocolate, charutos...). Além do saboroso sanduíche de pernil assado no pão francês, vale provar os bolinhos. O de carne-seca com abóbora é diferente do habitual. Traz a carne por fora e um creme do vegetal como recheio. Para bebericar, “chame” uma cervejinha, entre elas as pilsen (claras) Itaipava Premium, Serramalte, Original e a escura e encorpada Petra Schwarzbier.
Bierboxx
Próximo à esquina com a Rua Inácio Pereira da Rocha, foi adaptado numa antiga residência — daí os recortados ambientes. Seu chamariz é a oferta de cervejas, de 100 rótulos. Na simples decoração, avistam-se frases espirituosas sobre a bebida, como “A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes”, atribuída a Benjamin Franklin, um dos pais da independência americana. Integram a oferta etílica as trapistas belgas Chimay Red, Orval, Rochefort 6 e Westmalle Tripel; a inglesa Spitfire Premium Kentish Ale e a saborosa holandesa Urthel HopIt. Fique ligado: rola rock ao vivo nas noites de quinta a sábado.
Boteco Coutinho
Na esquina das agitadas ruas Aspicuelta e Fradique Coutinho, abastece a clientela com várias marcas de cerveja nacionais e importadas, a exemplo da alemã de trigo Franziskaner. Preparada com vodca holandesa Ketel One, a caipirinha especial da casa leva manga, maracujá e lichia. Da irregular cozinha, prefira as pizzas de massa fina já cortadas para aperitivo, como a pomodoro (mussarela de búfala, tomate seco e manjericão), ou porções, entre elas os cremosos bolinhos de risoto com dois queijos (dez unidades).
Boteco São Bento
É um endereço com mania de grandeza. Suas duas unidades ocupam esquinas chamativas, têm pé-direito alto e muitas mesas — são 320 lugares na Vila Madalena e 480 no Itaim. Ambas vivem cheias de turmas, que aproveitam o clima animado por música alta (house e dance) para exercitar a paquera. No cardápio, a principal novidade foi a mudança, em julho (2012), do fornecedor de chope, que migrou para a concorrência. Agora, no lugar de Sol, Kaiser e Heineken, correm pelas serpentinas Brahma, Brahma Black e Stella Artois. Um potente equipamento de refrigeração garante a bebida bem gelada, mesmo quando a casa está cheia. Ainda assim, evite se sentar longe da chopeira, onde os copos só chegam depois de passear pela bandeja. No Itaim, há uma atração extra: o Anexo SB, um espaço à parte (mas integrado ao salão principal) com cardápio de coquetéis executado pelo competente barman Kascão.
Canto Madalena
Embutido num cantinho da Rua Medeiros de Albuquerque (daí o nome), tem como atrativo o ambiente com jeitão de casa de vó e o cardápio focado na cozinha brasileira. Para abrir a jornada, prove os pasteizinhos de carne-seca com catupiry e de bobó de camarão, novidades no menu. Também atiçam o apetite o baiãozinho de dois e o mexidinho mineiro (mesmo preço), este uma mistura de pernil, carne-seca, linguiça toscana, arroz, feijão, queijo branco, ovo e couve. Vale provar também os chamados exibidinhos — espécie de escondidinho ao contrário. Um deles traz um refogado de camarão servido sobre purê de mandioca. A lista de bebidas inclui chope (Brahma) e quase 200 rótulos de cachaça, como as mineiras Salinas, Germana e Vale Verde.
Cervejaria Patriarca
Nascida na Vila Madalena, ganhou filiais na Vila Nova Conceição e no Tatuapé. Apetitosa, a costela assada no bafo é a principal atração da cozinha. Uma de suas três versões, a chamada bento gonçalves vem acompanhada de cebola ao mel e shoyu, feijão-preto, salada de rúcula, farinha de mandioca e pão francês e serve duas pessoas. Para acompanhar, “chame” uma cervejinha, entre elas Original e Serramalte.
Companhia da Cerveja
Foi aberta no burburinho da Rua Aspicuelta pelo grupo que controla o Bar Brahma — dono de outras duas casas naquele quarteirão, o José Menino e o Chopp Municipal. Visite, nos fundos, a supergeladeira de dez portas e com capacidade para refrigerar 2.000 garrafas. Entre as marcas disponíveis ali, encontram-se as nacionais Bohemia Weiss, Original e Serramalte, a argentina Quilmes e a belga Leffe Blond. Em dias de jogos de futebol, cinco TVs fazem a alegria dos torcedores. Rola MPB, pop rock e samba ao vivo de quinta a domingo.
Conexión Caribe
Natural de Havana, o proprietário Esteban Leonardo Martinez Perez recebe os clientes na porta e comanda os pickups neste autêntico boteco cubano. Salsa, rumba e merengue e algumas faixas de reggaeton e bachata botam a clientela para rodopiar na pista de dança. Para descontrair, vai bem o mojito, preparado com rum Bacardi, hortelã, suco de limão, açúcar e água com gás. De sabor caseiro, o taco chilango, de frango e queijo prato, vem acompanhado de nachos e pasta de feijão. Atenção: o lugar só aceita dinheiro para o pagamento tanto da entrada como dos pedidos do bar e da cozinha.
Crepon
Numa rua calma, tem como especialidade os crepes de massa fininha, preparados à vista dos clientes, sobre o balcão do bar. Entre as dezenove versões salgadas, destacam-se o de carne-seca acebolada com catupiry e banana e o de frango desfiado com curry — este indicado para quem gosta da sensação bem picante do tempero indiano. Para finalizar, há treze combinações doces, como as de banana caramelada e canela, Nuttela e morango e goiabada e queijo branco. À noite, o despojado ambiente exibe iluminação suave, reforçada por velas nas mesas. Para bebericar, peça uma cervejinha (Original, Serramalte e Bohemia, entre outras).
D’Artur
Antes instalado na Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, ressurgiu na Vila Madalena — maior, mais charmoso e bem localizado. Manteve-se a decoração com jeito de casa, com móveis e objetos antigos e, nas paredes, pôsteres de cinema e de peças de teatro. Às sextas e aos sábados, as atenções se voltam para o andar superior, onde músicos interpretam jazz, blues, bossa nova e MPB. Nesse piso, há ainda um delicioso terraço ao ar livre para dezoito pessoas. O barman Ricardo Bezerra encarrega-se do preparo dos drinques. Faz um cosmopolitan (com destilado importado) que mostra equilíbrio entre os sucos de cranberry e limão, a vodca e o Cointreau (licor de laranja).
Empanadas
Fundado em 1980, pode ser considerado um patrimônio da Vila Madalena em matéria de botecos. Sua fiel clientela traduz bem o espírito democrático do bairro. Convivem ali desde engravatados e grupinhos de amigas de faculdade até desencanados chegados num papo-cabeça. Uma coisa todos têm em comum: fazem questão de cerveja na mesa (Original, Serramalte, Bohemia e Nortenã, entre outras) acompanhada de baixinhos copos americanos. Mantido em estufas sobre os balcões, o salgado que dá nome ao bar pode ser provado em nove versões. A melhor delas é a de carne, com azeitona preta e uva-passa.
Farol Madalena
Frequentado há quinze anos por casais e grupos de amigas, o discreto e simples endereço é o único na Vila Madalena voltado para o público gay feminino. Um palquinho recebe cantoras em apresentações de MPB e pop rock, de quarta a domingo. O principal combustível da noite é a cerveja, seja em garrafa de 600 mililitros ou long neck. Faz companhia para petiscos como a bruschetta de shimeji coberta por queijo parmesão derretido.
Filial
Apesar da profusão de bares, a Vila Madalena tem poucos endereços com horário de funcionamento que avança a madrugada. O mais famoso deles é o Filial, cujo sucesso estimulou seus donos a abrir mais duas casas ali perto — o Genésio (bem em frente) e o Genial (na Rua Girassol). Decorado por garrafas de cachaças e outras bebidas, além de caricaturas de artistas da MPB, o salão de piso quadriculado costuma atrair boêmios, jornalistas, publicitários e culturetes. Para acompanhar o chope (Brahma), de colarinho regulamentar, a cozinha faz bonito no cremoso bolinho de arroz com formato de croquete e na alheira, embutido típico português preparado na chapa.
Galinheiro Grill
O endereço, que começou como uma loja de 30 metros quadrados, ampliou suas dependências à medida que seu saboroso frango assado conquistou os paulistanos. Atualmente, seus recortados salões com estilo de boteco comportam 420 pessoas sentadas. Mesmo assim, há espera nos concorridos almoços de fim de semana. Para acompanhar o galeto, vai bem a polenta frita salpicada de parmesão. A oferta de cervejas inclui Original, Norteña e Franziskaner.
Genésio
Dos três botecos mantidos pelos irmãos Altman na Vila Madalena, este é hoje o que faz mais sucesso, com constante espera para conseguir uma mesa. A exemplo dos endereços-coligados (o Filial, bem em frente, e o Genial, na Rua Girassol), recebe um público descolado e tem cozinha aberta até altas horas. O cardápio atira para todo o lado e inclui desde pizzas individuais e panini assados no forno a lenha até massas, pratos variados e petiscos, como a polenta de colher coberta por molho de tomate, azeitona preta e manjericão. Garçons nem sempre ágeis abastecem as conversas com muitas rodadas de chope (Brahma).
Genial
Dos mesmos donos do Filial e do Genésio, ambos também na Vila Madalena, difere-se pelo ambiente mais espaçoso e por ter um mote na decoração — com caricaturas e quadrinhos que enfocam geniais como Carlos Gardel, Noel Rosa, Frank Sinatra e Fiódor Dostoiévski. Por outro lado, lembra as casas coligadas pelo cardápio variado, o horário de funcionamento que avança a madrugada e o chope (Brahma) de colarinho alto. Três boas pedidas da cozinha recaem sobre o caldinho de mandioquinha, camarão e gorgonzola, as cremosas croquetas (croquete à moda espanhola) de cordeiro e alho-poró e o prato da mãe (arroz, feijão, batata frita, ovo frito e bife de filé-mignon).
Graminha
A peculiaridade deste pizza-bar da Vila Madalena é preparar a receita em formato retangular, com meio metro de comprimento. Servidas numa chapa quente de ferro, as pizzas são fatiadas à mesa pelo próprio pizzaiolo. Procure, entre as cinquenta coberturas, a atrás da pedra (mussarela e rodelas de tomate com gorgonzola). Cervejas como a uruguaia Norteña podem vir acondicionadas em baldes de gelo. Mesas e bancos de madeira, à moda dos refeitórios, compõem o rústico ambiente.
Grazie a Dio!
Bandas como Sambasonics e Clube do Balanço têm lugar cativo na programação, para alegria do público jovem que costuma lotar o pedaço. A agenda vai do samba ao soul, com incursões pela MPB. Um corredor lateral facilitou a circulação do público e agilizou o serviço da cozinha e dos dois bares. Para descontrair, há cervejas como Stella Artois e Bohemia. Recarregue as baterias com pedidas como o arancini siciliani, um bolinho de risoto recheado de carne moída e queijo.
Jacaré Grill
Comandado há 22 anos por Marcelo Silvestre, o “Jacaré”, é hoje um dos botecos mais famosos da Vila Madalena. Com ambiente simples (mas não descuidado) e cerveja sempre no ponto, virou um conhecido ponto de encontro de turmas com mais de 40 anos, sobretudo nas tardes de sábado e domingo. Para tabelar com as geladas (Bohemia, Original, Serramalte, Stella Artois, Norteña e Patricia, entre outras), servidas em balde de gelo, escolha um dos tentadores assados na churrasqueira. Dica: a picanha fatiada, bem macia, acompanhada de arroz biro-biro. Antes, experimente as samossas, pastéis triangulares com recheio de carne e curry.
Laje Club
De um dos sócios do Blue Velvet, nos Jardins, a casa inaugurada em abril (2012) segue um conceito parecido — faz o gênero lounge e tem clima de baladinha. Ganhou esse nome porque seus ambientes mais bacanas ocupam o piso superior do imóvel, entre eles uma pista de dança, decorada por sofás e espelhos, e um fumódromo com vista para a rua. Hip-hop, house, rock e outros gêneros alternam-se na trilha sonora dos DJs. Para escoltar a cerveja long neck (Stella Artois e Budweiser), uma das sugestões da cozinha é a saborosa bruschetta de salmão defumado, cream cheese e pesto de dill.
Madeleine
Num contraponto à maioria dos endereços da Vila Madalena, despontou pela carga romântica e pela programação musical, escolhida a dedo por um dos sócios, André Guilger. Tais predicados renderam ao bar no ano passado o prêmio de melhor música ao vivo, segundo o júri de VEJA SÃO PAULO. No ambiente de estilo rústico-chique, todo à meia-luz, apresentam-se competentes formações, como o trio Hammond Grooves (às quintas), do guitarrista Daniel Daibem; e o divertido quarteto GroofBoogaloo (às sextas). Reforçada, a carta de vinhos soma agora 101 rótulos, caso do tinto sul-africano The Wolftrap 2010 e do espumante Madeleine Brut, elaborado com exclusividade para a casa pela gaúcha Pizzato, de Bento Gonçalves. Alguns petiscos são preparados no forno a lenha, a exemplo dos gostosos pastelinhos — pastéis de massa de pizza que podem ganhar recheios como queijo meia-cura, tomate e manjericão e carne temperada com especiarias.
Melograno
Eleita a melhor da cidade nos últimos três anos pelo júri de VEJA SÃO PAULO, sua carta de cervejas foi reformulada após a saída da sociedade do expert Eduardo Passarelli. Respondem por ela agora a mestre-cervejeira e sommelière Cilene Saorin e o americano Randy Mosher, autor de três livros sobre a produção da bebida. A principal novidade são cinco menus degustação propostos por cada um deles, nos quais comparam e apresentam escolas cervejeiras. No didático cardápio de 21 páginas, os rótulos são organizados por estilo. Algumas boas pedidas: a spice beer (condimentada) italiana Baladin Nora, a india pale ale escocesa Brew Dog Punk IPA e a paulista Bamberg Altbier, com típico sabor da cidade alemã de Düsseldorf. Para acompanhar, prove a gostosa cebola assada no forno a lenha recheada de quatro queijos (parmesão, mussarela, mussarela de búfala e gorgonzola).
Mercearia São Pedro
Fundado em 1968, este histórico pé-sujo da Vila Madalena virou um hypado ponto de encontros de escritores, jornalistas, cineastas, músicos e boêmios em geral. Decorada por pôsteres de filmes, como o impactante drama iraniano A Separação, sua varandona fica lotada de gente sedenta por uma cervejinha. Não deixe, porém, de visitar a parte interna, onde são vendidos livros e DVDs e obras de Jorge Luis Borges, Thomas Mann e Dostoievski, entre outros gigantes da literatura, dividem espaço nas prateleiras com muitas garrafas de bebida.
Pé de Manga
Numa espaçosa esquina, conquista pelo cenário. A maioria de suas mesas, à noite iluminadas por velas, ficam espalhadas numa deliciosa área ao ar livre ajardinada, sob a copa de três mangueiras centenárias. Ali, turmas de amigos e casais bebericam cervejas em garrafa de quase 1 litro (Stella Artois, Norteña e Quilmes) e caipirinhas, a exemplo da paulista (vodca importada, kiwi, hortelã e mel).
Piratininga
Neste já clássico endereço da Vila, o cenário não poderia ser mais convidativo aos casais. Compõem sua atmosfera romântica a iluminação difusa, a decoração que evoca uma São Paulo do passado e a música ao vivo (MPB, bossa nova e jazz), que ecoa em volume moderado do mezanino. Além disso, suas mesas pequenas e redondas favorecem uma conversa bem de pertinho. Na hora de beber, recorra às boas caipirinhas do barman Passarinho, entre elas a de tangerina com lima-da-pérsia. Podem ser preparadas com vodca nacional ou as importadas Absolut (sueca) e Stolichnaya (russa). Quem preferir partilhar uma garrafa de vinho, encontra na pequena carta o tinto italiano Caldora Yume Montepulciano D’Abruzzo 2007. Da cozinha, prove as coxinhas de frango com um toque de catupiry.
Platibanda
Seu estilo bem despojado faz lembrar o dos botecos da Vila Madalena do passado e agrada em cheio a um público mais alternativo, disposto a beber uma cervejinha sem frescura. Entre os petiscos para acompanhar as loirinhas Bohemia, Original, Serramalte e Norteña estão a polenta mole coberta por molho à bolonhesa e as minicoxinhas com massa de abóbora e recheio de carne-seca. Também fazem sucesso pratos individuais de sabor caseiro e bom preço, a exemplo do filé de pescada ao molho de camarão com arroz e purê de batata e o bife de miolo de alcatra acebolado, com arroz, feijão e farofa.
Posto 6
Já sem a mesma vitalidade de anos atrás, a choperia carrega o mérito de ter sido um dos primeiros endereços a surgir neste trecho da Aspicuelta, hoje agitadíssimo. As paredes saúdam o Rio de Janeiro com históricas fotos garimpadas no acervo do Jornal do Brasil. Numa delas, Garrincha leva o Maracanã ao delírio com um de seus dribles. Coisa rara: na hora de beber, os clientes podem escolher entre duas marcas concorrentes: Brahma e Devassa Bem Loura. Das pedidas do extenso cardápio, fique com a coxinha de galeto. Aos sábados, prepara feijoada na cumbuca, embalada por roda de samba. Os donos são os mesmos da Cervejaria Patriarca, bem em frente.
Roda Viva
No piso superior de um sobrado, é um dos poucos cantinhos para curtir MPB no esquema voz-e-violão da Vila. Enfeitam as paredes capas de LPs e fotos de artistas nacionais, com destaque especial para Chico Buarque — paixão da proprietária, Tatyana Gomes. O clima nostálgico fica completo quando o público, formado por jovens em idade universitária, solta a voz embalado pelas cervejas, em garrafa de 600 mililitros. Títulos de músicas de Chico batizam as reduzidas opções do cardápio, a exemplo do joana francesa, bolinho de massa de mandioca e recheio de carne-seca desfiada. Atenção: não são aceitos cartões de débito nem de crédito.
Sabiá
Dos mesmos donos do Ó do Borogodó, em Pinheiros, o boteco conquista pela simplicidade e pela cozinha. Minimalista, seu salão impacta justamente por ter poucos elementos cênicos. Destaca-se uma das paredes, coberta por um painel gráfico em preto e branco do artista Sergio Fabris. À frente das panelas, a chef Graziela Tavares apresenta sugestões como o caldinho de abóbora com um discreto toque de curry e gengibre; a moela e a língua cozidas; e marinada de abobrinha laminada, servida com torradinhas de broa portuguesa. Dos pratos, vale provar o peixe amazônico no pappilote. Traz uma posta de filhote ou pirarucu em crosta de castanha-do-pará, assada no forno com legumes. Acompanha cumbucas de arroz branco e farofa de banana. Para beber, há o bom chope da Eisenbahn, nas versões claro e pale ale.
Salim
Especializado em receitas árabes, o boteco possui um extenso salão de esquina, com azulejos brancos nas paredes e grandes janelões. O tempero vem da família da libanesa Najla Rabay, mãe do proprietário Nelson Farias. No balcão de acepipes, é possível fartar-se de babaganuche, homus, quibes e miniesfihas, entre outras sugestões. Entre as opções a la carte estão a cafta, de formato redondo, e o michui de frango, com tomate, cebola e pimentão intercalados no espeto. Cervejas geladas (Original, Bohemia e Serramalte) acompanham as pedidas.
Salve Jorge
Caricaturas de Jorges famosos, como dos músicos Ben Jor e Aragão, dão o mote da decoração da casa, que já foi uma das mais concorridas da Rua Aspicuelta. Da churrasqueira salta o meio-galeto, acompanhado de farofa, vinagrete e uma opção de guarnição. Também chama atenção o extenso balcão refrigerado, que comporta até 600 garrafas de cerveja, como Original, Bohemia e Serramalte. A novidade do cardápio são as caipirinhas com picolé: a capadócia leva cachaça, caju, lichia e sorvete de abacaxi.
Samba
Do nome à ambientação, a casa respira o gênero musical eternizado por Cartola, Carlos Cachaça e tantos outros bambas. Eles estão homenageados num grande painel, que reúne sambistas e gente anônima em cenas do cotidiano suburbano. De quarta a sábado à noite, e também na feijoada de sábado à tarde, a roda de samba toca de partido alto a pagode. Constam no simples cardápio as empadas de palmito e camarão, que desmancham na boca. Irregular, o chope (Brahma) pode ser substituído pelas long necks Stella Artois e Brahma Malzbier.
São Cristovão
Eleito pelo júri de VEJA SÃO PAULO o melhor boteco da cidade em 2009, continua a ser um dos bares mais legais da Vila Madalena. Ao contrário de outros lugares da Rua Aspicuelta, mantém sua personalidade e o público descolado. É impossível não se deslumbrar com a decoração temática futebolística, que reúne fotos históricas, escudos, flâmulas e caricaturas. Numa das cenas, Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, beija a Taça Jules Rimet. Outra imagem lembra a expulsão de Maradona, então com 21 anos, no jogo contra o Brasil, na Copa de 1982. Para tabelar com o chope (Brahma), convoque o delicioso croquete de calabresa com um toque picante ou a alheira grelhada. Serve bons pratos, como o filé ao molho de mostarda de Dijon, com batatas rústicas e arroz.
SubAstor
Sem ligação com a rua, é um autêntico speakeasy — como eram chamados os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Para descobrir o ambiente de atmosfera cool, animado por faixas de rock, soul e jazz, é preciso atravessar o salão do Astor e descer três lances de escada. Acomode-se no balcão de doze lugares ou nas poltronas de couro e delicie-se com a carta de coquetéis, uma das melhores da cidade. Renovada em agosto de 2012, ganhou 23 novas receitas. Num dos destaques, o beet by bit vem numa taça de vinho enrolada em papel-manteiga. Refrescante, combina o aperitivo italiano Aperol com um inusitado xarope natural de beterraba mais sucos de limão-siciliano e grapefruit e espumante. Quem aprecia bebidas com um toque apimentado não pode perder o sub bramble. Preparado numa taça retrô, leva gim inglês, xarope de gengibre, licor francês de amora e suco de limão-siciliano. O que confere a ardência são gotas de bitter da forte pimenta habanero. Mais sossegada no início da semana, quando predominam os casais, a casa costuma pegar fogo de quinta a sábado, dias em que suas misturas etílicas turbinam a paquera.
The Orleans
Erguida na esquina onde funcionou por anos o bar Fidel, a casa faz da música ao vivo (jazz e MPB) seu chamariz. Podem-se encontrar nas paredes imagens que vão dos tarimbados B.B. King e Louis Armstrong às caretas do cantor Iggy Pop e ainda uma moto Harley-Davidson, ano 1977, exposta. Como os ambientes são recortados, algumas mesas têm visão do palco prejudicada. Cervejas, entre elas a Bohemia Escura, fazem dupla com o espetinho de filé-mignon, intercalado com tomate, cebola e bacon.
Zeppelin Madalena
O famoso dirigível criado pelo alemão Ferdinand von Zeppelin (1838-1917) serve de inspiração para o visual da casa. Nas mesas, o pessoal beberica chope Brahma (claro e black) na companhia de petiscos variados. A chapa mista traz linguiça calabresa, filé-mignon, frango e cebola. Outra escolha recai sobre o bolinho pernambuco, feito de mandioca, calabresa e carne-seca misturados com queijo parmesão ralado. As caipirinhas, como a de carambola e manjericão, podem ser preparadas com cachaças variadas.
FONTE:VEJA SÃO PAULO
PARA QUEM GOSTA DE UM BARSINHO LEGAL PRA CONVERSA COM OS AMIGOS....
AÍ VAI A DICA!!!!!
Armazém Piola
Oferece pizzas e alguns belisquetes preparados no forno a lenha, como o saboroso canapé de presunto cru e queijo brie, montado numa rodela de pão italiano. Se o chope (Sol, Heineken e Xingu) não estiver no ponto, escolha a caipirinha de frutas amarelas (manga, carambola e maracujá). Pelo mesmo preço, há a nova combinação de três limões: taiti,
cravo e lima-da-pérsia.
Astor: clima boêmio dos anos 50
(Foto: Cida Souza)
Astor
Um dos grandes bares da cidade, seduz a clientela com um ambiente que remete ao clima boêmio dos anos 50. Lustres nostálgicos, espelhos e cartazes lambe-lambe compõem o cenário do sempre concorrido salão. No cardápio, encontram-se velhas e boas receitas, entre elas canapé frio de salmão, lombo assado com lentilha, estrogonofe, bife à parmigiana e os filés de corte alto, como o ao molho de mostarda de Dijon acompanhado de batata frita estufadinha, feita na casa. De colarinho cremoso, o chope (Brahma) faz bonito. O último lançamento entre os drinques é uma carta com seis versões de gim-tônica. Refrescante, o chamado saffron combina gim francês, água tônica, raiz de açafrão, gotas de bitter de laranja e casca de laranja-da-baía. A casa promete para o início de 2013 a inauguração de uma filial no Shopping Cidade Jardim.
Bar do Sacha
Tem atmosfera para lá de despojada, petiscos assados na churrasqueirae cerveja sempre no ponto. Turmas de amigos predominam em seus três ruidosos salões interligados.Um dos petiscos, a polenta frita cortada em quadradinhos vem coberta por parmesão ralado. O mais famoso corte servido ali é acostela bovina assada durante oito horas no bafo, escoltada por mandioca cozida puxada na manteiga.
Bar do Santa: fãs de motos bacanonas
(Foto: Mario Rodrigues)
Bar do Santa
Vizinho ao restaurante Santa Gula e dos mesmos donos, procura atrair os fãs de motos bacanonas com um serviço de lava- rápido (das 10h às 17h30). Os dois boxes usados para dar um trato nas possantes dividem a varanda da entrada do salão principal, equipado com uma mesa de bilhar. Nas noites de sexta e sábado, o lugar ganha ares de baladinha, com som de DJ. Embora exiba seis bicos de chope sobre o balcão, apenas quatro funcionam: os dos claros Nova Schin, Devassa e Baden Baden Cristal e o do escuro Eisenbahn Dunkel. As versões pale ale e de trigo estão sempre em falta. O cardápio traz receitas bem variadas, como o mexicano chili, cozido de feijão e carne moída, e os pasteizinhos recheados com uma mescla de parmesão, catupiry e cream cheese.
O terraço, logo na entrada: coleção de latas de todo tipo na parede
(Foto: Fernando Moraes)
Benina Bar
Receitas da família da proprietária, a artista plástica Fernanda Levorin, compõem o cardápio desta casa de espírito singelo. Logo na entrada, chama atenção uma parede coberta por uma coleção de mais de sessenta latas (de biscoito, azeite, chá, bala, chocolate, charutos...). Além do saboroso sanduíche de pernil assado no pão francês, vale provar os bolinhos. O de carne-seca com abóbora é diferente do habitual. Traz a carne por fora e um creme do vegetal como recheio. Para bebericar, “chame” uma cervejinha, entre elas as pilsen (claras) Itaipava Premium, Serramalte, Original e a escura e encorpada Petra Schwarzbier.
Bierboxx: área agradável, com guarda-sóis, fica logo na entrada
(Foto: Fernando Moraes)
Bierboxx
Próximo à esquina com a Rua Inácio Pereira da Rocha, foi adaptado numa antiga residência — daí os recortados ambientes. Seu chamariz é a oferta de cervejas, de 100 rótulos. Na simples decoração, avistam-se frases espirituosas sobre a bebida, como “A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes”, atribuída a Benjamin Franklin, um dos pais da independência americana. Integram a oferta etílica as trapistas belgas Chimay Red, Orval, Rochefort 6 e Westmalle Tripel; a inglesa Spitfire Premium Kentish Ale e a saborosa holandesa Urthel HopIt. Fique ligado: rola rock ao vivo nas noites de quinta a sábado.
Boteco Coutinho
Na esquina das agitadas ruas Aspicuelta e Fradique Coutinho, abastece a clientela com várias marcas de cerveja nacionais e importadas, a exemplo da alemã de trigo Franziskaner. Preparada com vodca holandesa Ketel One, a caipirinha especial da casa leva manga, maracujá e lichia. Da irregular cozinha, prefira as pizzas de massa fina já cortadas para aperitivo, como a pomodoro (mussarela de búfala, tomate seco e manjericão), ou porções, entre elas os cremosos bolinhos de risoto com dois queijos (dez unidades).
Boteco São Bento
É um endereço com mania de grandeza. Suas duas unidades ocupam esquinas chamativas, têm pé-direito alto e muitas mesas — são 320 lugares na Vila Madalena e 480 no Itaim. Ambas vivem cheias de turmas, que aproveitam o clima animado por música alta (house e dance) para exercitar a paquera. No cardápio, a principal novidade foi a mudança, em julho (2012), do fornecedor de chope, que migrou para a concorrência. Agora, no lugar de Sol, Kaiser e Heineken, correm pelas serpentinas Brahma, Brahma Black e Stella Artois. Um potente equipamento de refrigeração garante a bebida bem gelada, mesmo quando a casa está cheia. Ainda assim, evite se sentar longe da chopeira, onde os copos só chegam depois de passear pela bandeja. No Itaim, há uma atração extra: o Anexo SB, um espaço à parte (mas integrado ao salão principal) com cardápio de coquetéis executado pelo competente barman Kascão.
Canto Madalena
Embutido num cantinho da Rua Medeiros de Albuquerque (daí o nome), tem como atrativo o ambiente com jeitão de casa de vó e o cardápio focado na cozinha brasileira. Para abrir a jornada, prove os pasteizinhos de carne-seca com catupiry e de bobó de camarão, novidades no menu. Também atiçam o apetite o baiãozinho de dois e o mexidinho mineiro (mesmo preço), este uma mistura de pernil, carne-seca, linguiça toscana, arroz, feijão, queijo branco, ovo e couve. Vale provar também os chamados exibidinhos — espécie de escondidinho ao contrário. Um deles traz um refogado de camarão servido sobre purê de mandioca. A lista de bebidas inclui chope (Brahma) e quase 200 rótulos de cachaça, como as mineiras Salinas, Germana e Vale Verde.
Cervejaria Patriarca
Nascida na Vila Madalena, ganhou filiais na Vila Nova Conceição e no Tatuapé. Apetitosa, a costela assada no bafo é a principal atração da cozinha. Uma de suas três versões, a chamada bento gonçalves vem acompanhada de cebola ao mel e shoyu, feijão-preto, salada de rúcula, farinha de mandioca e pão francês e serve duas pessoas. Para acompanhar, “chame” uma cervejinha, entre elas Original e Serramalte.
Companhia da Cerveja
Foi aberta no burburinho da Rua Aspicuelta pelo grupo que controla o Bar Brahma — dono de outras duas casas naquele quarteirão, o José Menino e o Chopp Municipal. Visite, nos fundos, a supergeladeira de dez portas e com capacidade para refrigerar 2.000 garrafas. Entre as marcas disponíveis ali, encontram-se as nacionais Bohemia Weiss, Original e Serramalte, a argentina Quilmes e a belga Leffe Blond. Em dias de jogos de futebol, cinco TVs fazem a alegria dos torcedores. Rola MPB, pop rock e samba ao vivo de quinta a domingo.
Conexión Caribe
Natural de Havana, o proprietário Esteban Leonardo Martinez Perez recebe os clientes na porta e comanda os pickups neste autêntico boteco cubano. Salsa, rumba e merengue e algumas faixas de reggaeton e bachata botam a clientela para rodopiar na pista de dança. Para descontrair, vai bem o mojito, preparado com rum Bacardi, hortelã, suco de limão, açúcar e água com gás. De sabor caseiro, o taco chilango, de frango e queijo prato, vem acompanhado de nachos e pasta de feijão. Atenção: o lugar só aceita dinheiro para o pagamento tanto da entrada como dos pedidos do bar e da cozinha.
Crepon
Numa rua calma, tem como especialidade os crepes de massa fininha, preparados à vista dos clientes, sobre o balcão do bar. Entre as dezenove versões salgadas, destacam-se o de carne-seca acebolada com catupiry e banana e o de frango desfiado com curry — este indicado para quem gosta da sensação bem picante do tempero indiano. Para finalizar, há treze combinações doces, como as de banana caramelada e canela, Nuttela e morango e goiabada e queijo branco. À noite, o despojado ambiente exibe iluminação suave, reforçada por velas nas mesas. Para bebericar, peça uma cervejinha (Original, Serramalte e Bohemia, entre outras).
O ambiente do piso superior do D'Artur, com o palquinho ao fundo: clima de casa
(Foto: Fernando Moraes)
D’Artur
Antes instalado na Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, ressurgiu na Vila Madalena — maior, mais charmoso e bem localizado. Manteve-se a decoração com jeito de casa, com móveis e objetos antigos e, nas paredes, pôsteres de cinema e de peças de teatro. Às sextas e aos sábados, as atenções se voltam para o andar superior, onde músicos interpretam jazz, blues, bossa nova e MPB. Nesse piso, há ainda um delicioso terraço ao ar livre para dezoito pessoas. O barman Ricardo Bezerra encarrega-se do preparo dos drinques. Faz um cosmopolitan (com destilado importado) que mostra equilíbrio entre os sucos de cranberry e limão, a vodca e o Cointreau (licor de laranja).
Empanadas
Fundado em 1980, pode ser considerado um patrimônio da Vila Madalena em matéria de botecos. Sua fiel clientela traduz bem o espírito democrático do bairro. Convivem ali desde engravatados e grupinhos de amigas de faculdade até desencanados chegados num papo-cabeça. Uma coisa todos têm em comum: fazem questão de cerveja na mesa (Original, Serramalte, Bohemia e Nortenã, entre outras) acompanhada de baixinhos copos americanos. Mantido em estufas sobre os balcões, o salgado que dá nome ao bar pode ser provado em nove versões. A melhor delas é a de carne, com azeitona preta e uva-passa.
Farol Madalena
Frequentado há quinze anos por casais e grupos de amigas, o discreto e simples endereço é o único na Vila Madalena voltado para o público gay feminino. Um palquinho recebe cantoras em apresentações de MPB e pop rock, de quarta a domingo. O principal combustível da noite é a cerveja, seja em garrafa de 600 mililitros ou long neck. Faz companhia para petiscos como a bruschetta de shimeji coberta por queijo parmesão derretido.
O ambiente do Filial: intenso movimento durante toda a madrugada
(Foto: Mario Rodrigues)
Filial
Apesar da profusão de bares, a Vila Madalena tem poucos endereços com horário de funcionamento que avança a madrugada. O mais famoso deles é o Filial, cujo sucesso estimulou seus donos a abrir mais duas casas ali perto — o Genésio (bem em frente) e o Genial (na Rua Girassol). Decorado por garrafas de cachaças e outras bebidas, além de caricaturas de artistas da MPB, o salão de piso quadriculado costuma atrair boêmios, jornalistas, publicitários e culturetes. Para acompanhar o chope (Brahma), de colarinho regulamentar, a cozinha faz bonito no cremoso bolinho de arroz com formato de croquete e na alheira, embutido típico português preparado na chapa.
Galinheiro Grill: frango assado conquistou os paulistanos
(Foto: Divulgação)
Galinheiro Grill
O endereço, que começou como uma loja de 30 metros quadrados, ampliou suas dependências à medida que seu saboroso frango assado conquistou os paulistanos. Atualmente, seus recortados salões com estilo de boteco comportam 420 pessoas sentadas. Mesmo assim, há espera nos concorridos almoços de fim de semana. Para acompanhar o galeto, vai bem a polenta frita salpicada de parmesão. A oferta de cervejas inclui Original, Norteña e Franziskaner.
Genésio
Dos três botecos mantidos pelos irmãos Altman na Vila Madalena, este é hoje o que faz mais sucesso, com constante espera para conseguir uma mesa. A exemplo dos endereços-coligados (o Filial, bem em frente, e o Genial, na Rua Girassol), recebe um público descolado e tem cozinha aberta até altas horas. O cardápio atira para todo o lado e inclui desde pizzas individuais e panini assados no forno a lenha até massas, pratos variados e petiscos, como a polenta de colher coberta por molho de tomate, azeitona preta e manjericão. Garçons nem sempre ágeis abastecem as conversas com muitas rodadas de chope (Brahma).
Ambiente com estilo de boteco: boas receitas servidas até a madrugada
(Foto: Fernando Moraes)
Genial
Dos mesmos donos do Filial e do Genésio, ambos também na Vila Madalena, difere-se pelo ambiente mais espaçoso e por ter um mote na decoração — com caricaturas e quadrinhos que enfocam geniais como Carlos Gardel, Noel Rosa, Frank Sinatra e Fiódor Dostoiévski. Por outro lado, lembra as casas coligadas pelo cardápio variado, o horário de funcionamento que avança a madrugada e o chope (Brahma) de colarinho alto. Três boas pedidas da cozinha recaem sobre o caldinho de mandioquinha, camarão e gorgonzola, as cremosas croquetas (croquete à moda espanhola) de cordeiro e alho-poró e o prato da mãe (arroz, feijão, batata frita, ovo frito e bife de filé-mignon).
Graminha
A peculiaridade deste pizza-bar da Vila Madalena é preparar a receita em formato retangular, com meio metro de comprimento. Servidas numa chapa quente de ferro, as pizzas são fatiadas à mesa pelo próprio pizzaiolo. Procure, entre as cinquenta coberturas, a atrás da pedra (mussarela e rodelas de tomate com gorgonzola). Cervejas como a uruguaia Norteña podem vir acondicionadas em baldes de gelo. Mesas e bancos de madeira, à moda dos refeitórios, compõem o rústico ambiente.
Grazie a Dio!: clima super agitado
(Foto: João Sal)
Grazie a Dio!
Bandas como Sambasonics e Clube do Balanço têm lugar cativo na programação, para alegria do público jovem que costuma lotar o pedaço. A agenda vai do samba ao soul, com incursões pela MPB. Um corredor lateral facilitou a circulação do público e agilizou o serviço da cozinha e dos dois bares. Para descontrair, há cervejas como Stella Artois e Bohemia. Recarregue as baterias com pedidas como o arancini siciliani, um bolinho de risoto recheado de carne moída e queijo.
A concorrida tarde de fim de semana do Jacaré Grill: polo de azaração para maiores de 40 anos
(Foto: Divulgação)
Jacaré Grill
Comandado há 22 anos por Marcelo Silvestre, o “Jacaré”, é hoje um dos botecos mais famosos da Vila Madalena. Com ambiente simples (mas não descuidado) e cerveja sempre no ponto, virou um conhecido ponto de encontro de turmas com mais de 40 anos, sobretudo nas tardes de sábado e domingo. Para tabelar com as geladas (Bohemia, Original, Serramalte, Stella Artois, Norteña e Patricia, entre outras), servidas em balde de gelo, escolha um dos tentadores assados na churrasqueira. Dica: a picanha fatiada, bem macia, acompanhada de arroz biro-biro. Antes, experimente as samossas, pastéis triangulares com recheio de carne e curry.
Um dos ambientes do Laje Club: na medida para reunir os amigos e paquerar
(Foto: Ivan Dias)
Laje Club
De um dos sócios do Blue Velvet, nos Jardins, a casa inaugurada em abril (2012) segue um conceito parecido — faz o gênero lounge e tem clima de baladinha. Ganhou esse nome porque seus ambientes mais bacanas ocupam o piso superior do imóvel, entre eles uma pista de dança, decorada por sofás e espelhos, e um fumódromo com vista para a rua. Hip-hop, house, rock e outros gêneros alternam-se na trilha sonora dos DJs. Para escoltar a cerveja long neck (Stella Artois e Budweiser), uma das sugestões da cozinha é a saborosa bruschetta de salmão defumado, cream cheese e pesto de dill.
Madeleine
Num contraponto à maioria dos endereços da Vila Madalena, despontou pela carga romântica e pela programação musical, escolhida a dedo por um dos sócios, André Guilger. Tais predicados renderam ao bar no ano passado o prêmio de melhor música ao vivo, segundo o júri de VEJA SÃO PAULO. No ambiente de estilo rústico-chique, todo à meia-luz, apresentam-se competentes formações, como o trio Hammond Grooves (às quintas), do guitarrista Daniel Daibem; e o divertido quarteto GroofBoogaloo (às sextas). Reforçada, a carta de vinhos soma agora 101 rótulos, caso do tinto sul-africano The Wolftrap 2010 e do espumante Madeleine Brut, elaborado com exclusividade para a casa pela gaúcha Pizzato, de Bento Gonçalves. Alguns petiscos são preparados no forno a lenha, a exemplo dos gostosos pastelinhos — pastéis de massa de pizza que podem ganhar recheios como queijo meia-cura, tomate e manjericão e carne temperada com especiarias.
Melograno: cervejas nacionais e importadas
(Foto: Fernando Moraes)
Melograno
Eleita a melhor da cidade nos últimos três anos pelo júri de VEJA SÃO PAULO, sua carta de cervejas foi reformulada após a saída da sociedade do expert Eduardo Passarelli. Respondem por ela agora a mestre-cervejeira e sommelière Cilene Saorin e o americano Randy Mosher, autor de três livros sobre a produção da bebida. A principal novidade são cinco menus degustação propostos por cada um deles, nos quais comparam e apresentam escolas cervejeiras. No didático cardápio de 21 páginas, os rótulos são organizados por estilo. Algumas boas pedidas: a spice beer (condimentada) italiana Baladin Nora, a india pale ale escocesa Brew Dog Punk IPA e a paulista Bamberg Altbier, com típico sabor da cidade alemã de Düsseldorf. Para acompanhar, prove a gostosa cebola assada no forno a lenha recheada de quatro queijos (parmesão, mussarela, mussarela de búfala e gorgonzola).
Mercearia São Pedro
Fundado em 1968, este histórico pé-sujo da Vila Madalena virou um hypado ponto de encontros de escritores, jornalistas, cineastas, músicos e boêmios em geral. Decorada por pôsteres de filmes, como o impactante drama iraniano A Separação, sua varandona fica lotada de gente sedenta por uma cervejinha. Não deixe, porém, de visitar a parte interna, onde são vendidos livros e DVDs e obras de Jorge Luis Borges, Thomas Mann e Dostoievski, entre outros gigantes da literatura, dividem espaço nas prateleiras com muitas garrafas de bebida.
Pé de Manga: cinquenta mesas ao ar livre
(Foto: Raul Zito)
Pé de Manga
Numa espaçosa esquina, conquista pelo cenário. A maioria de suas mesas, à noite iluminadas por velas, ficam espalhadas numa deliciosa área ao ar livre ajardinada, sob a copa de três mangueiras centenárias. Ali, turmas de amigos e casais bebericam cervejas em garrafa de quase 1 litro (Stella Artois, Norteña e Quilmes) e caipirinhas, a exemplo da paulista (vodca importada, kiwi, hortelã e mel).
Piratininga
Neste já clássico endereço da Vila, o cenário não poderia ser mais convidativo aos casais. Compõem sua atmosfera romântica a iluminação difusa, a decoração que evoca uma São Paulo do passado e a música ao vivo (MPB, bossa nova e jazz), que ecoa em volume moderado do mezanino. Além disso, suas mesas pequenas e redondas favorecem uma conversa bem de pertinho. Na hora de beber, recorra às boas caipirinhas do barman Passarinho, entre elas a de tangerina com lima-da-pérsia. Podem ser preparadas com vodca nacional ou as importadas Absolut (sueca) e Stolichnaya (russa). Quem preferir partilhar uma garrafa de vinho, encontra na pequena carta o tinto italiano Caldora Yume Montepulciano D’Abruzzo 2007. Da cozinha, prove as coxinhas de frango com um toque de catupiry.
Platibanda
Seu estilo bem despojado faz lembrar o dos botecos da Vila Madalena do passado e agrada em cheio a um público mais alternativo, disposto a beber uma cervejinha sem frescura. Entre os petiscos para acompanhar as loirinhas Bohemia, Original, Serramalte e Norteña estão a polenta mole coberta por molho à bolonhesa e as minicoxinhas com massa de abóbora e recheio de carne-seca. Também fazem sucesso pratos individuais de sabor caseiro e bom preço, a exemplo do filé de pescada ao molho de camarão com arroz e purê de batata e o bife de miolo de alcatra acebolado, com arroz, feijão e farofa.
Posto 6
Já sem a mesma vitalidade de anos atrás, a choperia carrega o mérito de ter sido um dos primeiros endereços a surgir neste trecho da Aspicuelta, hoje agitadíssimo. As paredes saúdam o Rio de Janeiro com históricas fotos garimpadas no acervo do Jornal do Brasil. Numa delas, Garrincha leva o Maracanã ao delírio com um de seus dribles. Coisa rara: na hora de beber, os clientes podem escolher entre duas marcas concorrentes: Brahma e Devassa Bem Loura. Das pedidas do extenso cardápio, fique com a coxinha de galeto. Aos sábados, prepara feijoada na cumbuca, embalada por roda de samba. Os donos são os mesmos da Cervejaria Patriarca, bem em frente.
Roda Viva
No piso superior de um sobrado, é um dos poucos cantinhos para curtir MPB no esquema voz-e-violão da Vila. Enfeitam as paredes capas de LPs e fotos de artistas nacionais, com destaque especial para Chico Buarque — paixão da proprietária, Tatyana Gomes. O clima nostálgico fica completo quando o público, formado por jovens em idade universitária, solta a voz embalado pelas cervejas, em garrafa de 600 mililitros. Títulos de músicas de Chico batizam as reduzidas opções do cardápio, a exemplo do joana francesa, bolinho de massa de mandioca e recheio de carne-seca desfiada. Atenção: não são aceitos cartões de débito nem de crédito.
O ambiente bem iluminado e cercado por janelões: no Sabiá
(Foto: Mario Rodrigues)
Sabiá
Dos mesmos donos do Ó do Borogodó, em Pinheiros, o boteco conquista pela simplicidade e pela cozinha. Minimalista, seu salão impacta justamente por ter poucos elementos cênicos. Destaca-se uma das paredes, coberta por um painel gráfico em preto e branco do artista Sergio Fabris. À frente das panelas, a chef Graziela Tavares apresenta sugestões como o caldinho de abóbora com um discreto toque de curry e gengibre; a moela e a língua cozidas; e marinada de abobrinha laminada, servida com torradinhas de broa portuguesa. Dos pratos, vale provar o peixe amazônico no pappilote. Traz uma posta de filhote ou pirarucu em crosta de castanha-do-pará, assada no forno com legumes. Acompanha cumbucas de arroz branco e farofa de banana. Para beber, há o bom chope da Eisenbahn, nas versões claro e pale ale.
Salim
Especializado em receitas árabes, o boteco possui um extenso salão de esquina, com azulejos brancos nas paredes e grandes janelões. O tempero vem da família da libanesa Najla Rabay, mãe do proprietário Nelson Farias. No balcão de acepipes, é possível fartar-se de babaganuche, homus, quibes e miniesfihas, entre outras sugestões. Entre as opções a la carte estão a cafta, de formato redondo, e o michui de frango, com tomate, cebola e pimentão intercalados no espeto. Cervejas geladas (Original, Bohemia e Serramalte) acompanham as pedidas.
Salve Jorge
Caricaturas de Jorges famosos, como dos músicos Ben Jor e Aragão, dão o mote da decoração da casa, que já foi uma das mais concorridas da Rua Aspicuelta. Da churrasqueira salta o meio-galeto, acompanhado de farofa, vinagrete e uma opção de guarnição. Também chama atenção o extenso balcão refrigerado, que comporta até 600 garrafas de cerveja, como Original, Bohemia e Serramalte. A novidade do cardápio são as caipirinhas com picolé: a capadócia leva cachaça, caju, lichia e sorvete de abacaxi.
Samba
Do nome à ambientação, a casa respira o gênero musical eternizado por Cartola, Carlos Cachaça e tantos outros bambas. Eles estão homenageados num grande painel, que reúne sambistas e gente anônima em cenas do cotidiano suburbano. De quarta a sábado à noite, e também na feijoada de sábado à tarde, a roda de samba toca de partido alto a pagode. Constam no simples cardápio as empadas de palmito e camarão, que desmancham na boca. Irregular, o chope (Brahma) pode ser substituído pelas long necks Stella Artois e Brahma Malzbier.
São Cristovão
Eleito pelo júri de VEJA SÃO PAULO o melhor boteco da cidade em 2009, continua a ser um dos bares mais legais da Vila Madalena. Ao contrário de outros lugares da Rua Aspicuelta, mantém sua personalidade e o público descolado. É impossível não se deslumbrar com a decoração temática futebolística, que reúne fotos históricas, escudos, flâmulas e caricaturas. Numa das cenas, Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, beija a Taça Jules Rimet. Outra imagem lembra a expulsão de Maradona, então com 21 anos, no jogo contra o Brasil, na Copa de 1982. Para tabelar com o chope (Brahma), convoque o delicioso croquete de calabresa com um toque picante ou a alheira grelhada. Serve bons pratos, como o filé ao molho de mostarda de Dijon, com batatas rústicas e arroz.
SubAstor: para tomar bons drinques
(Foto: Veja São Paulo)
SubAstor
Sem ligação com a rua, é um autêntico speakeasy — como eram chamados os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Para descobrir o ambiente de atmosfera cool, animado por faixas de rock, soul e jazz, é preciso atravessar o salão do Astor e descer três lances de escada. Acomode-se no balcão de doze lugares ou nas poltronas de couro e delicie-se com a carta de coquetéis, uma das melhores da cidade. Renovada em agosto de 2012, ganhou 23 novas receitas. Num dos destaques, o beet by bit vem numa taça de vinho enrolada em papel-manteiga. Refrescante, combina o aperitivo italiano Aperol com um inusitado xarope natural de beterraba mais sucos de limão-siciliano e grapefruit e espumante. Quem aprecia bebidas com um toque apimentado não pode perder o sub bramble. Preparado numa taça retrô, leva gim inglês, xarope de gengibre, licor francês de amora e suco de limão-siciliano. O que confere a ardência são gotas de bitter da forte pimenta habanero. Mais sossegada no início da semana, quando predominam os casais, a casa costuma pegar fogo de quinta a sábado, dias em que suas misturas etílicas turbinam a paquera.
The Orleans
Erguida na esquina onde funcionou por anos o bar Fidel, a casa faz da música ao vivo (jazz e MPB) seu chamariz. Podem-se encontrar nas paredes imagens que vão dos tarimbados B.B. King e Louis Armstrong às caretas do cantor Iggy Pop e ainda uma moto Harley-Davidson, ano 1977, exposta. Como os ambientes são recortados, algumas mesas têm visão do palco prejudicada. Cervejas, entre elas a Bohemia Escura, fazem dupla com o espetinho de filé-mignon, intercalado com tomate, cebola e bacon.
Zeppelin Madalena
O famoso dirigível criado pelo alemão Ferdinand von Zeppelin (1838-1917) serve de inspiração para o visual da casa. Nas mesas, o pessoal beberica chope Brahma (claro e black) na companhia de petiscos variados. A chapa mista traz linguiça calabresa, filé-mignon, frango e cebola. Outra escolha recai sobre o bolinho pernambuco, feito de mandioca, calabresa e carne-seca misturados com queijo parmesão ralado. As caipirinhas, como a de carambola e manjericão, podem ser preparadas com cachaças variadas.
FONTE:VEJA SÃO PAULO
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